Na década de 80, a artista ficaria marcada pela audácia dos vídeos de Material Girl e Like a Prayer. No primeiro, ela aparece totalmente clonada de Marilyn Monroe – a atriz era uma de suas inspirações - e, no segundo, em cenas picantes com um anjo negro dentro de uma igreja.
Natural de Michigan nos Estados Unidos, a camaleoa da música escandalizaria ainda mais a sociedade na década seguinte quando lançou a música Erotica. O vídeo da canção foi censurado por mostrar cenas explícitas de prostituição e uso de drogas ilícitas. Foi em meio a essa crise que a cantora deu o ar da graça no Brasil, onde fez um show avassalador.
Em meados de 2003, com a guerra Estados Unidos x Iraque, Madonna lançou o álbum American Life criticando o imperialismo norte-americano e, nas palavras dela, os motivos medíocres para se fazer uma guerra tão estúpida. O vídeo da canção título foi o mais polêmico de sua carreira e chegou a ser exibido apenas um dia nas emissoras do mundo inteiro e depois banido. Motivo: Madonna trajava roupas de militar e dançava enquanto crianças islâmicas vítimas da guerra desfilavam em uma passarela rodeada de americanos fúteis e cheios de glamour. No final do videoclipe, um sósia idêntico do presidente George Bush acende um charuto cubano com uma granada jogada pela popstar. O álbum foi um fracasso de vendas e outros nomes da música condenaram a diva por tratar de um assunto que não lhe dizia respeito. O cantor Elton John foi mais longe e declarou a uma repórter do canal VH1: “Madonna é uma vaca estúpida que não sabe nem cantar. A guerra é questionável, mas não é assunto para nós cantores debatermos”.
Na turnê de divulgação do álbum Confessions on a Dancefloor, de 2005, Madonna apareceu crucificada e usando uma coroa de espinhos imitando Jesus Cristo. Resultado: causou um estardalhaço religioso no mundo todo e o Papa a classificou como uma mulher que “não é de Deus”.