Maio de 2010 - Nº 17   ISSN 1982-7733  
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IO - Instituto Oceanográfico da USP

Adaptações dos organismos de sangue frio ao ambiente marinho antártico


Vicente Gomes, Phan Van Ngan, Maria José de A. C. R. Passos, Arthur José da Silva Rocha & Thaís da Cruz Alvez dos Santos 

Laboratório de Ecofisiologia

Departamento de Oceanografia Biológica

Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

 

Regiões ecológicas do Oceano Antártico

 De modo geral, o Oceano Antártico pode ser dividido em três regiões ecológicas básicas:

  • Zona sem gelo – É o anel de água oceânica entre a Frente Polar e o limite do gelo marinho de inverno. Essa região, apesar de fria, nunca congela. Aí, o fitoplâncton é relativamente pobre. Copépodos, salpas e pequenos eufausiáceos (da mesma família do krill) são predominantes no zooplâncton. O krill quase não ocorre.

Ilustrações elaboradas pelo prof. Phan Van Ngan

  • Zona de gelo sazonal – É a região do mar que congela no inverno e permanece sem gelo no verão. É uma zona rica em fitoplâncton, na primavera-verão, e em algas do gelo, no outono-inverno. O zooplâncton é complexo, constituído principalmente por salpas, copépodos, larvas de peixes, quetognatos e pelo krill.

  • Zona de gelo permanente – É a mais próxima à costa e é coberta por gelo durante o ano todo. O zooplâncton é pobre e o krill é substituído pela espécie Euphausia cristallorophias, que é menos abundante e de menor tamanho. A maioria da produção primária gerada na superfície vai para o fundo permitindo a sobrevivência uma fauna bentônica rica.

 

O ecossistema marinho antártico é, portanto, muito mais complexo do que se supunha no início das investigações científicas e suas características dependem da região a que estamos nos referindo. A temperatura, a luz, o gelo e a sazonalidade da produção primária marinha são os principais fatores que regem seu funcionamento.

O gelo tem um papel complexo estabelecendo interações com o oceano e a atmosfera, as quais são dependentes não só da presença do gelo, mas também de sua extensão, de sua duração e de sua espessura. Por sua vez, esses fatores exercem influência direta sobre o estado do oceano e da atmosfera. Condições ambientais, como temperatura, salinidade, ventos, correntes e marés determinam as características e a distribuição do gelo. Por esses motivos, uma das grandes preocupações atuais é que mudanças globais que alterem, mesmo que em pequena escala, as características do ecossistema marinho antártico podem afetar drasticamente as comunidades que aí vivem. Além disso, as profundas influências que a Antártica exerce no clima terrestre e na circulação oceânica podem ser alteradas por essas mudanças, mesmo a relativamente curtos prazos.

Leia a sequencia dos textos abaixo relacionados

        

Adaptações dos organismos de sangue frio ao ambiente marinho antártico

 

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A ANTÁRTIDA E O CLIMA

Adaptações dos organismos de sangue frio ao ambiente marinho antártico

Drs. Vicente Gomes, Phan Van Ngan, Maria José de A. C. Passos, Arthur José da Silva Rocha, Thais da Cruz Alves dos Santos

Laboratório de Ecofisiologia do IOUSP

 
 
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