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Dezembro de 2018 - Nº 22    ISSN 1982-7733
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Arte Conceitual no Brasil – intensificação do Pop - De 1970 a 1980

No futuro todos teremos direito a quinze minutos de fama (Andy Warhol)

 

   

A partir dos anos 1970, o que muda na chamada arte contemporânea é o modo de participação dos espectadores no processo de assimilação das idéias do artista. A “Arte Conceitual” estabelece uma relação entre o público e a obra que passa a ser de ordem mental, reflexiva.

A aplicação de novas tecnologias e o conceito das instalações que permitem às pessoas um contato com a obra são duas das principais características verificadas com freqüência na produção dessa década. No entanto, outras inovações como o uso de performances (teatro e dança) em conjunto com as obras e de computadores também reforçam ainda mais essa profunda revitalização do pensamento de Marcel Duchamp no sentido de rejeição de toda aquela arte que reduza à possibilidades mínimas o poder criativo do artista, como, por exemplo, a pintura, que, segundo ele, limitava a obra a tubos de tinta, quando na verdade, arte é muito maior e mais abrangente – além de poder suscitar muito mais associações do que esta.

Na arte conceitual, a liberdade de interpretação, por parte do público, de seu sentido, também se amplia significativamente, dando às pessoas, margem de inúmeras compreensões diferentes para um mesmo trabalho. Elementos cotidianos como carimbos, xerox, fax, e off-sets são alguns dos meios pelos quais a importância do “conceito” se torna muito mais importante do que a preocupação com a qualidade e especialização técnica que deva existir sobre cada processo criativo.

Assim, o que se evidencia é a valorização “do que” o artista quis – ou pode ter querido – dizer, em detrimento “do como” ele disse.

No Brasil, como no Leste europeu e América latina, a arte conceitual se desenvolve com clara intenção política. As naturezas dos meios anartísticos e a possibilidade de fácil reprodutibilidade e a sua rede quase clandestina de distribuição permitiram em nosso país a expressão de uma arte fortemente crítica ao regime militar, o que não seria possível com os meios convencionais da pintura e da escultura.

Outras formas de expressão como o “grafite”– pinturas com spray em locais públicos – ou mesmo a “arte postal” – uso dos meios postais para criação de obras – endossaram a nova proposta encabeçada por artistas como Sirón Franco, Antonio Lizárraga, Luiz Paulo Baravelli, Cláudio Tozzi, Takashi Fukushima, Alex Vallauri, Regina Silveira, Evandro Jardim, Mira Schendel e José Roberto Aguilar, dentre tantos outros.

 

Thiago Sogayar Bechara


ARTE BRASIL SÉCULO XX
 
 
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