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Abril de 2017 - Nº 22    ISSN 1982-7733
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Museu da Língua Portuguesa

A língua, para um povo, é mais do que um simples código estabelecido por meio de convenção, ainda que, por si só, tal consenso já conferiria ao ato da fala humana uma importância sem igual. No entanto, “língua” abrange em seu conceito, uma complexidade enorme de tramas que, analisadas cuidadosamente, revelam, com precisão, características específicas de um determinado país ou cultura, bem como de sua história.


Salão do Museu - Foto: Luciana Qarra

Buscando evidenciar isso, o Museu da Língua Portuguesa foi idealizado e aberto ao público desde o dia 21 de março de 2006, sendo o único museu no mundo totalmente dedicado ao idioma de um país. Instalado no prédio da Estação da Luz em São Paulo, o museu se esquiva de estruturas convencionais, utilizando-se de um olhar menos acadêmico e, no entanto, mais revelador daquilo o que pretende dizer, devido ao seu dinamismo.


Telões de cinema - Foto: Luciana Qarra

“A partir do momento em que o público pode seguir seu grau de interesse e curiosidade pra acessar os conteúdos, isso torna a experiência de visitá-lo, muito mais rica. As pessoas podem descobrir coisas pela curiosidade, pelo olhar. É maravilhoso um museu permitir isso através da brincadeira, tocando telas e ganhando de prêmios, palavras novas, desconhecidas”, explica Jarbas Montovanini, Gerente Regional da Fundação Roberto Marinho com a qual o Governo do Estado mantém parceria para o projeto desde o início.


Beco das Palavras - Foto: Luciana Qarra

O Museu compõe-se de três andares, sendo o primeiro reservado a exposições temporárias. A primeira delas, dedicada aos 50 anos do livro Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, permaneceu um ano exposta, desde a abertura do espaço. Por ocasião dos 30 anos de morte de Clarice Lispector, foi ela a segunda homenageada na mostra Clarice Lispector – A Hora da Estrela, aberta em meados de abril de 2007. Depois, a exposição Gilberto Freyre – Intérprete do Brasil, homenageou a autor de Casa Grande e Senzala. As exposições seguintes foram: Machado de Assis: mas este capítulo não é sério; Menas: o certo do errado, o errado do certo e "Fernando Pessoa, plural como o universo"; Oswald de Andrade: o culpado de tudo;Jorge Amado e Universal: Um olhar inusitado sobre o homem e a obra.

No segundo pavimento do museu encontra-se um grande painel onde são exibidos, a todo tempo, fragmentos sobre cotidiano, música, culinária, natureza e outras relações humanas que servem para contar qual o uso prático se pode fazer de uma língua. Além do telão, há jogos interativos e uma grande linha do tempo com o percurso percorrido pelo português até se configurar nos moldes atuais.

Já o último andar é dedicado ao Auditório e à Praça da Língua, espécie de planetário composto de imagens projetadas nas paredes e de gravações feitas por grandes nomes da nossa cultura como Maria Bethânia, Chico Buarque, Zélia Duncan e Matheus Natchtergaele. Ali, são declamados textos de importantes autores e compositores como Dorival Caymmi, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Gonçalves Dias e Oswald de Andrade, mostrando a relação existente entre as diferentes formas de linguagem artística e o idioma propriamente dito.

Museu da Língua Portuguesa

Estação da Luz - Praça da Luz, s/nº - São Paulo
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h
Preço: R$ 6,00 (inteira) e R$ 2,00 (estudantes)
Para mais informações, acesse o site www.museudalinguaportuguesa.org.br


Thiago Sogayar Bechara

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