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Janeiro de 2019 - Nº 22    ISSN 1982-7733
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A cegueira e o saber

Autor: Affonso Romano de Sant’Anna
Editora:
Rocco


Autor premiado com o Jabuti de melhor livro de poesia de 2005 com Vestígios – uma reflexão sobre a existência, as incoerências da vida e a impermanência das coisas – Affonso Romano de Sant’Anna retorna à prosa nesta coletânea de crônicas sobre cultura, arte, literatura e mercado editorial. Inspirado pela fábula A nova roupa do imperador, de Hans Christian Andersen, e outros textos que discutem a aparente cegueira da humanidade, os ensaios deste livro falam sobre a perplexidade do homem diante da vida e da cultura contemporâneas.

Nas seis primeiras crônicas, que dão título ao livro, o autor seleciona lendas, mitos e textos literários sobre o “intrigante tópico da cegueira e do (não) saber”, como o Ensaio sobre a cegueira, de Saramago, Em terra de cego, conto de H. G. Wells, A carta roubada, de Poe, A nova roupa do imperador, de Andersen, entre outros, para apresentar os vários aspectos do ver e do não-ver – a cegueira como uma praga temporária, a visão arrogante que não enxerga o óbvio, o pacto social em torno do não-ver, a sabedoria que ilumina a vida interior, o desafio de ver o mundo com novos olhos.

Affonso Romano de Sant´Anna também fala sobre os percalços da carreira de escritor, às voltas com a folha em branco ou com as sucessivas recusas dos editores à publicação. Ele dá exemplos como o de Marcel Proust, que precisou bancar a publicação de Em busca do tempo perdido por não encontrar uma editora disposta a publicá-lo. O autor dialoga ainda com a obra A grande recusa, de Mario Baudino. Em seu livro, o italiano conta a história das sucessivas negativas recebidas por grandes escritores como Scott Fitzgerald, James Joyce, D. H. Lawrence, Hemingway e muitos outros.

Merecem especial referência também a seqüência das seis crônicas intituladas “Real Romance de M. Haritoff”, que narram a história de um amor fulminante, a respeito do qual o autor deseja que, “um dia, alguém com mais competências e fôlego retomará para alimentar com um pouco mais de verdade o nosso insaciável imaginário”, e “Um judeu, um palestino”, “Os cabelos de Clarice” e “Outro Cabral, barroco”. Neste livro, Affonso Romano de Sant´Anna atinge plenamente o que pretende com a sua crônica literária: “o texto que sendo necessariamente culto não agrida o leitor”.

             

Sobre o autor:

Um dos poetas mais conhecidos da atualidade, vencedor do Jabuti com Vestígios, Affonso Romano de Sant’Anna é o analista e crítico que neste livro realiza corajosas intervenções na cha­ma­da cultura contemporânea e/ou pós-moderna. Poeta e pensador, conferencista e professor no Brasil e exterior, o autor deixa sempre sua marca de inovação nos gêneros em que se expressa. As­sim, nos anos 70, produziu o clássico Música po­pu­lar e moderna poesia brasileira, trazendo a música popular e a “poesia marginal” para dentro da uni­versidade no histórico evento, em 1973, na PUC-RJ – “Expoesia”. Igualmente, Paródia, pará­fra­se & cia e Análise estrutural de romances brasileiros há mais de 30 anos são bibliografia essencial em cursos de letras e comunicação. Seu Barroco, do quadrado à elipse operou uma sensível mudança de ótica nos estudos sobre o barroco, e não se pode estudar a re­lação entre psicanálise e literatura sem levar em conta seu O canibalismo amoroso.

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