Julho de 2007 - Nº 06    ISSN 1982-7733
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11° Cultura Inglesa Festival

 

A partir de 8 maio,  11°o cultura inglesa festival entra na segunda fase,  com apresentação de 15 atrações em 22 cidades de 3 estados.

Três curtas-metragens abrem a segunda etapa - um deles selecionado para o Festival de Cannes - que abrangerá cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Para assistir aos espetáculos o público deverá dar um livro novo ou usado. Os livros serão doados para a rede pública de ensino. Com um show fechado do cantor e compositor Lobão, a Cultura Inglesa encerrará o evento com a premiação das melhores produções com troféu especialmente criado pela artista plástica Ana Maria Tavares

Todas as atrações foram produzidas por artistas brasileiros inspirados em artistas e obras britânicas. Com um show para convidados do cantor e compositor Lobão, a Cultura Inglesa encerrará em 28 de maio o festival, quando concederá mais R$ 25 mil em prêmios para as melhores produções e troféus especialmente criados pela artista plástica Ana Maria Tavares.

No dia 22, o consultor, supervisor, editor de roteiros e tradutor de roteiros audiovisuais Miguel Machalski vai dar uma palestra gratuita e aberta ao público sobre roteiros para cinema.

CINEMA DIGITAL

Os três curtas-metragens serão exibidos juntos no dia 8 de maio em quatro sessões na Sala Cultura Inglesa do CBB – Centro Brasileiro Britânico, na rua Ferreira de Araújo 741, Pinheiros, Capital. Duração: 45 minutos. Sessões às 19h30, 20h30, 21h30 e 22h30. Ingresso: um livro novo ou usado. A troca de ingressos poderá ser feita a partir de 2 de maio de quarta-feira a sábado das 15 horas às 21 horas e aos domingos das 15 horas às 19 horas. A Sala Cultura Inglesa do CBB tem 160 lugares, ar-condicionado, acesso para deficientes físicos e estacionamento tarifado.

Informações: www.culturainglesasp.com.br e (11) 3095-4466.

Saliva

Livremente inspirado no conto “There’s a Lot of Room”, de Eva Salzman, Esmir Filho criou “Saliva”. O curta mostra como a criativa e curiosa Marina, aos 13 anos, descobre que o primeiro beijo é muito diferente de tudo o que já havia pesquisado com suas amigas. O diretor e roteirista Esmir Filho decidiu explorar o tema, porque suas últimas obras vêm abordando as experiências angustiantes da adolescência. Ele também lança mão de metáforas visuais para ressaltar a sensação da primeira troca de fluídos de um adolescente. “Saliva” será exibido na Semana Internacional da Crítica do Festival Internacional de Cannes, a ser realizado de 16 a 27 de maio, na França. A programação do Festival de Cannes incluirá ainda “Saba”, primeiro filme de Gregório Graziosi.

 “Saliva” é o quarto curta-metragem em película de Esmir, diretor do premiado “Alguma Coisa Assim” e co-diretor do vídeo “Tapa na Pantera”, que se tornou um dos vídeos mais acessados do Youtube.

Perto de Qualquer Lugar

 “Perto de Qualquer Lugar”, de Mariana Bastos, tem como ponto de partida a descoberta da sexualidade da jovem Gabi, de 18 anos. O curta foi livremente inspirado em “Just Like a Young Girl”, de Christina Koning. Diante desta novidade, a garota se envolve pela primeira vez no processo de confrontar novos sentimentos, expectativas e frustrações.  

“Perto de Qualquer Lugar” mistura um panorama realista através de um olhar poético e a diretora optou por não centrar a história à experiência da primeira vez, mas também nas suas conseqüências. Nos primeiros minutos, mantém um clima alegre e agitado, quase eufórico que com o desenrolar da trama assume um tom mais intimista, que procura esquadrinhar os sentimentos e emoções da garota.

Saltos

A partir da riqueza das imagens propostas no poema “The Spire Cranes”, de Dylan Thomas, o curta de Gregório Graziosi, “Saltos”, expõe o dilema vivido por um atleta de 17 anos, dividido entre participar de uma importante competição de saltos ornamentais e o risco de perder a audição se participar do torneio. 

Privilegiar a imagem e o som em lugar das palavras é a característica principal do filme. Entusiasta de cineastas como Sokurov e Lucrecia Martel, Gregório optou por um roteiro não-literário. Em lugar das palavras, o filme  explora o dilema de William por meio dos sentidos. Com enquadramentos estáticos e bem compostos, a direção insere o espectador em momentos de reflexão e contemplação.          

 

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VOCÊ SABIA?

Marilyn Monroe - por trás do mito

Marilyn Monroe – nome artístico de Norma Jean Baker (1926-1962)- foi, sem dúvida, o único mito que Hollywood conseguiu produzir em toda a história do cinema. Esse epíteto já lhe era dado enquanto vivia, mas depois da sua morte foi reforçado tanto pelas circunstâncias trágicas em que acontecera quanto pelas especulações que se seguiram.

Marilyn morreu aos 36 anos, em 5 de agosto de 1962. O suicídio foi a explicação dada na época, já que a atriz foi encontrada morta em seu quarto rodeada por barbitúricos. Muitas teorias foram divulgadas a fim de elucidar o episódio e todas elas estavam ligadas ao clã dos Kennedy, já que Marilyn foi amante tanto do presidente John Kennedy, quanto do seu irmão, Bob.

A atriz, que foi ícone de beleza e sensualidade, teve uma infância conturbada. Aos 16 anos, a jovem Norman Jean se casa com Jimmy Dougherty, com quem vive até 1946, mesmo ano em que assina seu primeiro contrato com a FOX, tinge os cabelos de loiro e adota o nome de Marilyn Monroe.

Aos poucos, a atriz consegue papéis pequenos em filmes como O Segredo das Jóias e A Malvada. Mas o sucesso chega em 1953, com o filme Torrente de Paixão. Com a repercussão desse trabalho, conquista os papéis principais em Os Homens Preferem as Loiras e Como Agarrar um Milionário.

Em 1956, casa-se com o dramaturgo Arthur Miller. Em 59, vence o prêmio Globo de Ouro de melhor atriz por Quanto Mais Quente Melhor. Os críticos a consideravam uma atriz medíocre, mas o público a via com simpatia e prestigiava o seu trabalho. Prova disso é que Marilyn era responsável pelas maiores bilheterias da FOX.

Em 1961, chega ao fim o seu segundo casamento. Três meses antes de morrer, em 19 de maio de 1962, a atriz protagonizou um dos episódios mais marcantes de todos os tempos. Sensualíssima, usando um vestido diáfano colado ao corpo, Marilyn cantou com voz provocante Happy Birthday to you, mr. President, no aniversário de 45 anos de John Kennedy. A 5 de agosto do mesmo ano, porém, encontraram-na morta em sua casa em Los Angeles.

Recentemente, o jornal britânico The Independent publicou um relatório do FBI, escrito em 1964, insinuando que Marilyn poderia ter sido vítima de um complô para induzi-la a um falso suicídio, com consentimento de Bob Kennedy. Os documentos dizem que a estrela foi vítima de uma armação que contou com a ajuda de pessoas próximas como: Ralph Greenson, seu psiquiatra; sua governanta, Eunice Murray; Pat Newcomb, assessora de imprensa; e o ator Peter Lawford. Eles a teriam convencido de simular uma tentativa de suicídio. Assim, ela teria o apoio dos fãs ao revelar seu romance com Bob Kennedy. O Independent afirma que a real intenção era eliminá-la para que o envolvimento com o irmão do presidente não se tornasse público.

Talvez esta seja mais uma teoria que se juntará às demais histórias conspiratórias atribuídas à família Kennedy. O que fica claro, contudo, é que a vida de Marilyn Monroe, mesmo depois de 45 anos da sua morte, ainda renderia bons roteiros de cinema.

Cremilda Aguiar, 19 anos, jornalismo Mackenzie/SP

 
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