topo.php
Abril de 2017 - Nº 22    ISSN 1982-7733
jovem48.php
Aqui você é o repórter
Dicas para escrever
Carta ao leitor-Eleições
Fale conosco
Arquivo JJ
Todas as edições do JJ
Especial Artes
Arte - Brasil séc. XX
Galeria virtual
Seção Livre
Palavra aberta
HQ e charge
Poesia
Crônica
Participe da enquete
International
Presentation
Open section
Contact us
Acompanhe
Livros e CDs
Escola
Como participar
 
 
Jornal Jovem entrevista o artista plástico Nelson Leirner

Sônia Makaron

Nelson Leirner, Sem Título (da série "Assim é... se lhe parece" 7), 2003, fotografia 180 x 270 cm. Cortesia Galeria Brito Cimino

 

Jornal Jovem -  Nós sabemos que a arte tem, por uma de suas metas, refletir o contexto social de sua época. Como ela se caracteriza nos tempos atuais e o que estaria refletindo sobre o mundo em que vivemos?

Nelson -  Sua pergunta já contém a resposta. A violência, a crítica, a ironia são maneiras que o artista tem em mandar sua mensagem, sem ser literária e panfletista o que faz da arte cada vez mais codificada e com uma leitura em que somente os conhecedores da arte conseguem observar seu conceito.

Jornal Jovem - A arte pode funcionar como uma válvula de escape para manter uma maior equilíbrio emocional tanto daqueles que a "consomem" quanto dos que a produzem? Como?

Nelson - Não vejo arte como válvula de escape, ela não alivia bem ao contrário ela comprime.

Jornal Jovem - A cultura de massa e o constante apelo midiático pelo consumo se vêem refletidos nas expressões artísticas contemporâneas? Como?

Nelson - A sociedade aprendeu através do consumo não ser mais atingida pelo artista. É um processo sadomasoquista e exemplificarei  usando um ditado  popular  “Bate que eu gosto".

Jornal Jovem - Como você vê o momento cultural no dias de hoje? A arte, em termos gerais, está empobrecendo ou mais uma vez cumpre com seu papel de refletir a sociedade?

Nelson - O movimento cultural é intenso,  ele acaba  cada vez mais ajudando a comercialização da arte pois o artista hoje é um mero instrumento de todo este universo que o circunda.

Jornal Jovem - O que falta atualmente para  incentivar mais o gosto dos jovens pelas artes?

Nelson - O jovem hoje está muito mais ligado aos meios de comunicação virtual, como internet etc, e entre nós, é muito mais divertido salas de chat sobre qualquer assunto que não inclua a arte. 

Jornal Jovem - Em linhas gerais, quais as principais diferenças que a arte moderna guarda com relação tanto à clássica quanto à contemporânea?

Nelson - As relações sempre existem, se você fala em Giotto você percebe Cezane, de Cezane você percebe o cubismo e assim vai.

Nelson Leirner, Globo (da série "Assim é... se lhe parece" 3), 2003, adesivo sobre plástico 45 x 32,5 x 30,5 cm. Cortesia Galeria Brito Cimino

CONFIRA
ENTREVISTA
VISITE
 
 Copyright © 2005-2017 Jornal Jovem - Aqui você é o repórter. Todos os direitos reservados.